Li num desses dias uma pesquisa que dizia que "que quando as pessoas não religiosas pensam na própria morte, elas ficam conscienteme...

Não há ateus nas trincheiras!

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Li num desses dias uma pesquisa que dizia que "que quando as pessoas não religiosas pensam na própria morte, elas ficam conscientemente mais cépticas quanto às crenças, mas inconscientemente, ficam mais receptivas". Esta novidade trouxe de volta aquele velho paro: Na hora do aperto ninguém é ateu, e é o que quero em poucas palavras comentar.

Percebo que o medo da morte deixa para a maior parte das pessoas pouco a fazer senão recorrer àquilo que melhor representa salvação - no meu caso seria o superman, mas para maior parte das pessoas é deus. Em outras palavras, se eu estivesse num carro prestes a cair num precipício, claramente teria sérias dificuldades em ir pela razão, seria fácil nesse momento eu recorrer a deus ou qualquer outra divindade ou super-herói, coisas que quando faço uso pleno da minha razão sei que não existem.

Indo directo ao ponto, o argumento é que parece que só somos ateus até ao momento em que vamos precisar de deus, e ao mesmo tempo percebemos que é na inconsciência onde que as crenças em deus melhor fluem. Portanto, enquanto fizermos uso pleno da razão somos cépticos, ateus, agnósticos, whatever. O problema é que ninguém é responsável pelas coisas que faz inconscientemente.

É preciso abdicar das faculdades mentais (inconsciência) para o divino fazer sentido, é a conclusão que devemos tirar desta pesquisa, que nada mais é que um tiro que saiu pela culatra. O que deveria ser um argumento a favor do teísmo foi exactamente o oposto.

Não há ateus nas trincheiras!

Disse bem James Morrow "Não há ateus nas trincheiras não é um argumento contra o ateísmo, é um argumento contra trincheiras."

Ateus nas tricheiras.





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